Para ser bem-sucedido, o empreendedor não deve apenas saber criar o seu próprio empreendimento. Deve também saber gerir seu negócio para mantê-lo e sustentá-lo em ciclo de vida prolongado e obter retornos significativos de seus investimentos. Isso significa administrar, planejar, organizar, dirigir e controlar todas as atividades relacionadas direta ou indiretamente com o negócio.
O espírito empreendedor envolve emoção, paixão, impulso, inovação, risco e intuição. Mas deve também reservar um amplo espaço para a racionalidade. O balanceamento entre aspecos racionais e emocionais do negócio é indispensável. Saber fixar metas e objetivos globais e localizar os meios adequados para "chegar lá", da melhor maneira possível. Isso significa estratégia. Contudo, os meios adquados são extremamente diversos. O empreendedor precisa saber definir seu negócio, conhecer profundamente o cliente e suas necessidades, definir a missão e a visão do futuro, formular objetivos e estabelecer estratégias para alcançá-los, criar e consolidar sua equipe, lidar com assuntos de produção, marketing e finanças, inovar e competir em um contexto repleto de ameaças e de oportunidades. Um leque extenso. Uma corrida sem fim. Mas extremamente gratificante.
À sombra das grandes organizações empresariais que conduzem enormes negócios e cobrem amplos mercados, existe um emaranhado de pequenos ninchos de negócios que precisam ser rapidadmente detectados, localizados e abocanhados por empresas de pequeno porte. Esses ninchos passam despercebidos a essas grandes organizações, que não conseguem vislumbrá-los ou localizá-los em seus horizontes grandiosos. Em um mundo carregado de mudanças e transformações que se sucedem em velocidade crescente, ao ccontrário das grandes empresas - que, pelo seu enorme tamanho e proporção, carecem de rapidez e de agilidade na tomada de decisões e na alteração de rumos -, os pequenos negócios caracterizam-se pela enorme flexibilidade e facilidade nas manobras estratégicas e na mudança rápida em seus mercados, produtos e serviços. De fato, as pequenas empresas possuem caracteristicas específicas - agilidade, inovação, e incrível rapidez de resposta - que são invejadas pelas grandes corporações. Daí o o fato de que muitas delas procuram desdobrar-se em pequenas unidades estratégicas de negócios a fim de aproveitar as vantagens típicas das pequenas organizações.
A cada dia que passa entra no mercado uma imensa variedade de pequenas e médias empresas, demonstrando a pujante vitalidade da nossa economia. Por outro lado, o número de empresas desse porte que cerram suas portas é extremamente preocupante. A mortalidade prematura dos pequenos negócios é extremamente elevada. Motivo? Quase sempre o problema não está no mercado nem no produto, mas na maneira improvisada de planejar e tocar os pequenos negócios.
Se você deseja abrir seu próprio negócio, instalar sua própria empresa, empreender um firma, ganhar autonomia e independência financeira ou ampliar e expandir seus negócios atuais, lhe desejo boa sorte. Mas a sorte - embora necessária - não é suficiente para você se sair bem nessa longa empreitada. É preciso que você tenha informações seguras e confiáveis para ser bem sucedido. Esta talvez seja a sua principal arma, a sua vantagem competitiva preliminar: saber exatamente o que fazer, quando, quanto, como e onde. O conhecimento, nesse caso, é o principal recurso inicial e a garantia do seu futuro sucesso. Boa parte das empresas jovens não deu certo por causa da desinformação. A mortalidade prematura de nossas empresas é elevadíssima. Muita gente de talento e competência técnica soçobrou pela insuficiência de informações sobre o negócio a que se tinha dedicado com tanto afinco e perseverança.